Homenagem ao desportista Delmar Döring

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Foto publicada no Facebook do repórter esportivo da RBS Fernando Becker, em homenagem ao desportista venâncio-airense Delmar Döring (em pé, penúltimo a direita). Delmar era o treinador desse time junior do Guarani de Venâncio Aires, em 1991. Seu preparador físico era Mano Menezes (2º em pé).

Chá do dia da vovó

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O Melvin Jones de Venâncio Aires organizou um chá para celebrar o dia da vovó. O evento aconteceu na tarde de hoje, na Sociedade de Leituras. Na ocasião, integrantes do grupo desfilaram com roupas do comércio da cidade. A participação especial ficou por conta dos netinhos que acompanharam as avós.

Maria Ely Soares além de ter sido acompanhada pelas netas Rafaela e Manuela também desfilou com o bisneto Vítor. Ela é a única integrante do Melvin que já é bisavó.

Fotos: Ananda Etges

Dona Tila Etges comemora 80 anos

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Dançando a valsa com Renato Goebel.

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Netos de Rubem (em memória) e Plotila Etges.

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Bisnetos posaram para foto.

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Matriarca com filhos, genros, noras, netos e bisnetos.

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Família do blogueiro com Plotila Etges.

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Assadores Filipe, Roni, Roberto e Airton.

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Luis Gustavo Hansel, Ademir Schunke, Renato Goebel, Roni Bencke e Sandro Hansel.

 

Obrigado, Professor!

n1_110421-081822Em 1982, tive um professor de matemática que só levava um giz para sala de aula. No quadro rabiscava sua sabedoria. Lembro da facilidade de aprender com ele. Bastava prestar atenção e captar seus ensinamentos. O resultado seria nota 10.

Em 1994, o vendedor de automóveis encontrou o empresário para um negócio. Fiz a venda de um utilitário para o Supermercado, numa transação rápida e transparente, como eram suas aulas de matemática. Nascia uma relação comercial de confiança mútua e infindável.

Em 1998, Guido Lenz passaria a ser colega da Turma CCN. Foi nosso convidado para uma pescaria no Pantanal. Desde então, começaria a frequentar nossas jantas, nosso ambiente, nossa intimidade. Com suas atitudes e seu caráter, era mais um integrante do nosso grupo de amigos.

Desde então compartilhamos mais alegrias do que fustrações. O “Professor”, como era carinhosamente chamado pelos amigos, sempre foi uma pessoa disponível, franca e de uma estirpe inigualável. Tinha o dom de conciliar e ajudar as pessoas. Estava sempe disponível para a família e os amigos.

Na despedida posso afirmar. Tive o privilégio de ser aluno do Guido no Colégio e na Vida. Ele nos deixou um legado de ensinamentos que nos fortalecem para continuar nessa caminhada. Sua missão foi cumprida.

Perdoe sempre

“Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos.

Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada.
Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena.

Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que a morte causa em todos os que ficam.

A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo.

Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da
tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?

Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer.
A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu.
Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente.

De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.

Qual é? Morrer é um cliche.

Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em
casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.

Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas
cuido eu.

Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e
morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito.
Isso é para ser levado a sério?

Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo.
Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz.

Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.

Só que esta não tem graça.”

Pedro Bial