Ainda sobre o Bar do Boca

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“Elton, dando continuidade ao assunto da inauguração do Bar do Boca, que aliás foi sem dúvida alguma um marco na noite de Venâncio Aires naquela época e de certa forma referência até os dias atuais, estou lhe enviando uma foto da banda “Sapo de Plástico” que tocou na noite de inauguração do bar. Queria aqui contar um fato interessante sobre isso, naquela época a banda tinha feito apenas 2 shows antes dessa data, questão de uma ou duas semanas antes e assim mesmo o pessoal do Boca nos tratou como se tivessem contratado os Rolling Stones para tocar na inauguração do bar. Claro, outra época, outro período e o rock na cidade ainda engatinhava mas assim mesmo apostaram todas as fichas na banda para este dia especial. Me lembro de tocarmos para um bar com tanta gente que antes do show resolveram fechar as portas e não deixavam mais ninguém entrar, a própria banda teve seu espaço reduzido e teve de tocar acuada num cantinho perto da porta por falta de espaço. Um fato inédito até então em termos de apresentação de uma banda de rock local em Venâncio Aires. Não sei isso significou ou foi um bom começo para o bar e para o próprio Sapo – bem, o bar deslanchou e foi um sucesso depois disso, já a banda… fez das suas mas acabou “despontando para o anonimato” como diz um amigo meu…. rsrsrsrsr. Coisas da vida e mais uma página dessa história. *O Sapo de Plástico era: Iuri Azeredo (vocal), Renato “Tuta” Santos (guitarra), Alecsando “Sandoval” Wildner (baixo) e Daniel Trapp (bateria). um grande abraço!”

Sandoval Wildner

14 comentários em “Ainda sobre o Bar do Boca”

  1. Bah….olhem só para estes guris…eu me lembro deste tempo…todos continuam quase iguais hoje. Acho que o tempo foi implacável só comigo…

  2. Sandoval, não te preocupa…a Sapo de Plástico fez história nos anos 80. Não lembro exatamente o período, mas lembro que em certos anos foi “febre”…show da Sapo de Plástico, desfile de moda com Nádia Kurtz e Luciane Wagner,um pessoal que dançava break, pastel no Chaparral, música ao vivo no Boca…! Bons tempos…mas como dizia John Lennon “Tudo que é bom… dura o tempo necessário para se tornar inesquecível”.

  3. 1.Hey Lisandra, o tempo é sempre implacável, eu pessoalmente nem me reconheço nessa foto.

    2. Claro Angélica, acho que o Sapo fez sim a sua parte no contexto “bandas de rock” locais naquele tempo. A coisa era muito básica e simples, mas estávamos lá “fazendo”, mesmo quando poucos arriscariam se apresentar tocando quase exclusivamente músicas próprias (sem falar na precariedade de nossos equipamentos). E aqui mais uma vez entra o mérito do pessoal do Boca, que acreditou no potencial da banda.

    *Mais uma vez, valeu Elton! A idéia era contribuir e jogar um pouco mais de luz sobre a história da festa de inauguração do Bar do Boca.

    flw

  4. Tão desenterrando venancinho city do tempo do êpa. Nossa, o que é o Iuri a lá Cazuza. Aliás, eu nem sabia que o Iuri cantava.
    bjos

  5. Eu era um dos “rodie” da banda dos amigos. Lembro dessa apresentação que quando entrei no Boca, carregando a guitarra estilo Van Halen do Tuta e poucos no público conheciam os músicos, a galera já aplaudiu, achando que era a entrada dos rock stars para o show. Era tudo muito “autoral” na banda. Músicas, caixas de som e, até, alguns instrumentos era feitos ou projetados pelos integrantes.

  6. Eu particularmente sempre me emociono quando escuto (e nesse caso, leio) histórias dessas primeiras manifestações de rock em Venâncio. Sei que sou suspeita em falar, mas é elogiável a força roqueira existente na nossa cidade!
    E isso, sem dúvida, é crédito dos músicos, dos proprietários de estabelecimentos e do público que sempre “se puxou” pra movimentar esse cenário.
    Se os primeiros roqueiros merecem os parabéns pela coragem de iniciar o movimento, a geração atual também merece palmas por manter o rock na ativa e proporcionar momentos como o Vênus Rock Festival.

    É isso aí: atitude roqueira fazendo história em Venâncio!

  7. Sandro,está foto não sabia que existia….beleza!

    Sobre tratar a banda “Sapo de Plástico”, como Rolling Stones não é nenhum exagero, pois para VA na época vocês eram os Rolling Stones, e foram sucesso total na apresentação!

    Abraço a todos!

  8. Maior Hit do Sapo de Plástico

    você não quis me escutar
    você não viu nem quer olhar
    veja só você errou, não mudar
    veja só você passou, não vai voltar

    E flores são flores
    e o amor acabou

    ……..
    não lembro o resto da letra….
    Lembro que houve alguns ensaios na nossa casa enquanto ela estava sendo reformada…… mas se não me engano, a formação era Will (bateria), Cao (vocal e guitarra) e Sandoval (baixo)…..

  9. Bãin, reviraram o baú do Sandoval!!!!
    Que fase legal das nossas vidas. Adolescência.
    Como todo aquele pessoal do Bolori também vivi toda essa vibe.
    Era muito legal, desde os ensaios em lugares inusitados, como na casa do Daniel Trapp, perto da Silvia’s, num galpãozinho nos fundos da propriedade, até os grandes shows.
    Era quase tudo artesanal, feito pelos próprios músicos. O Tuta era o “engenheiro das guitarras”, fazia e quebrava quantas queria. hehehehe
    O Mau era o MacGyver.
    O resto olhava e aplaudia.
    Valeu, galera, pelos bons momentos…

  10. Ratificando o que colocou o Sandoval, vir tocar no Boca era sempre uma satisfação. O tratamento dado pela turma era maravilhoso, por isso tantos músicos ficaram amigos da casa.
    Me acompanharam N músicos aqui que ainda hoje estão em voga como Zé Natálio (Papas), Sid El Magnífico (Sombrero Luminoso), Ralph Peruffo (Sargent Peppers) entre outros e toda a vez que os encontro em algum lugar nos lembramos destes tempos.
    Dormir no Schimitão, aquele bife maravilhoso e principalmente o calor dos frequentadores. Saudades!

  11. é necessário que se faça uma correção. a letra da canção que o grande Binho cita aí acima NÃO é do Sapo, mas dos Exilados do Sudão! Acho que a canção é intitulada (como diria Iuri) Roberta Xeline!

  12. Todo mundo com vontade de fazer, e muito pouco senso crítico, o que ajuda bastante.

    Os ensaios foram em muitos lugares: Na casa do Sandoval, No Clube, na Sova (nova), no Sete, num Chiqueiro reformado como estúdio na casa do Dani, ao lado da Silvias, na minha casa, na antiga Rio Grande Tabacos, onde hoje é o Bradesco, os caras aguentavam um tempo depois mandavam a gente embora, não consigo imaginar o motivo, sabe.

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