Deus faz, o diabo espalha e eles por si se juntam

A expressão era muito usada pelo meu querido Eli Bizarro Sperb. Muitos ensinamentos e tantas histórias para contar. Prazer enorme de ter convivido com gente dessa estirpe. A felicidade depende do estado de espírito de cada pessoa. Seu Eli que o diga. Em vida, contracenei diversas vezes com um ser boníssimo. Astral em alta. Não existia bola perdida para quem sobreviveu ainda sem pernas, chutando com as duas. Palhaço, boêmio, gozador e sonhador. Um velho guri de bigode refinado, respeitado. Pai, avô e amigo. Cara e atitudes de gente boa. Semblante atento no final da jornada em sua cadeira de rodas. Cercado por pessoas de boas índoles quis o destino me presentear. O blog representa exatamente a expressão do seu Eli.

13 comentários em “Deus faz, o diabo espalha e eles por si se juntam”

  1. Também tive o prazer de conhecer o seu Eli, éramos vizinhos. Mas alguma coisa de ruim o seu Eli fez na vida, caso contrário, não mereceria o Julinho, o Rubinei, o Calanga e o Gerson Borgamnn, todos juntos. De uma vez só. hehehehe
    Brincadeira a parte, presenciei vários churrascos feitos nos fundos da casa do seu Eli, com a presença maciça dessa tchurminha.

  2. Ô Elton, descola uma foto bem bacana do Tio Eli, e põe aqui no Blog, pois merece todo nosso carinho e admiração.
    Este é um daqueles que podemos perguntar, sem medo, se têm alguém que não gostava ou que tinha alguma coisa contra a sua pessoa.

    Lembro da Turma do Aperitivo na beira do laguinho da Sovinha, onde se juntavam os amigos, alguns da “Turma do GASELPA”, outros dos “Anjos do Chuvisqueiro”, do “Bloco dos Palhaços, da Diretoria da SOVA, e aí se vai.

    Lembro também, das reuniões e churras do Bloco dos Palhaços, lá no Recanto Gremista do Seu Braguinha (saudades deste que também já se foi), lá em Mariante.

    Só para ilustrar, um pouquinho das histórias da Sovinha:

    Era na Sovinha, na beira do laguinho, de frente para a garça que ficava na ilhota central, onde os principais assuntos, das piscinas, da sede nova, da quadra de futebol de salão (de areia… au,au,au), da cancha de bocha com sua churrasqueira e mesas de madeira, da Turma do Barulho, ou sobre o campinho de futebol sete, tudo era tratado por essa turma, os conselheiros da SOVA.

    Vejam só, nos anos 70, para que nós (Pedregulho Disco Dance) pudéssemos fazer uma “boate” na Sovinha, tinhamos que esperar que a maioria dos membros da “Turma do Aperitivo” (na sua maioria da diretoria da Sova) estivesse presente, para que ali mesmo, na beira do lago, naquele momento que que para nós era mágico, fosse dada a autorização para sua realização.
    Alguns dos componetes da turma: Eli Bizzarro Sperb, Paulo Storck, Aedo G. dos Santos, Albano I. Becker, Dilson Braga (Braguinha), Cilon C. Baptista, Victor F. Storck (Nezico), Rubens Paulo Bernardi, Elírio Siebeneichler (Prego), Erny Martins de Azevedo (Crespão) e outros que não lembro agora.

    Que maravilha!!!

    Estou recolhendo um depoimento da fundação da SOVA, e quando estiver pronto vou postar por aqui.

    Finalizando, quero ficar com o sorriso do Tio Eli e cantando…

    “Tanto riso, oh quanta alegria,
    Mais de mil palhaços no salão.
    Arlequim está chorando pelo amor da Colombina,
    No meio da multidão…”

    Um grande abraço,

    Mano Mylius

  3. É, realmente meu vô tinha toda razão… E como dizem filha de peixe, peixinho é…. Dona Letícia, vulgo mãe, vive dizendo esta frase!!!

    Boa lembrança do vô Eli…. Só Deus sabe tudo que esta pessoa me ensinou e a alegria que sempre me trasmitiu…. Ah, claro, sem esquecer que era aquela PESSOA que fazia todas as minhas vontades!!! hehe…
    Sem esquecer ainda, de todos os sábados que dormia por lá, era um dia de festa!!!

    Lembro de seu último aniversário, 70 anos, uma bela festa, com tudo que uma criança tem direito, até balão surpresa tinha…. E aquela imagem dele com o chapeuzinho de aniversário….

    Faz muita falta, apesar de ter deixado nós quando eu era muito pequena, tenho muitas lembranças, boas lembranças e com toda certeza eternas!!!

  4. Tio Eli. Assim eu o chamava. Quanta saudade daquele querido amigo. Essa do laguinho da Sova, soh o Mano (com esta memoria incrivel) pra lembrar. Era asim mesmo. Abraçao Julinho.

  5. O “Telminhos” – que era a palavra-chave do sistema de codificação da Farmácia – opa, contei – tá me saindo o mestre da memória. Vai ficar com a tarefa de escrever o livro sobre Venâncio e suas “peças”. Eu faço a capa, o Elton faz o prefácio, minha agência é também editora, e assim vai.

  6. Ôpa, e aí Mestre Tuta…
    Além deste código, existia um segundo que era usado em vários locais, como na Casa Brasil e o Culy Stertz deve usar até hoje, he,he,he…

    P – E – R – N – A – M – B – U – C – O
    1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6 – 7 – 8 – 9 – 0

    Mas deixa fazer um “mea culpa”, esqueci de relacionar um nobre componente das rodas de “piri” e samba e que também, para mim, é uma pessoa muito especial e da mais alta categoria.
    Estou falando do teu pai, o Sr. Renatu’s – The Best Tailor.

    Sobre a reprodução dos causos e estórias, vamos ver o que acontece primeiro, se a caravana passar e os cães ladrarem, ou se com o andar da carreta, ver se as melancias vão se ajeitando.

    Abraços.

  7. Esta é uma ótima idéia, vai vender mais que o “Anedotário da Rua da Praia”. E os causos ainda vão ser perpetuados, para posterior pesquisa das civilizações que não tiveram o prazer de conhecer a megalópole; Venâncio Aires.

    Abraço a todos!!!

  8. Seu Eli Sperb,simplesmente uma pessoa maravilhosa e que tive o prazer de conhecer e de tomar ” umas” juntos,muita saudade.Abraço à familia

  9. O que que eu vou dizer? Só tenho uma coisa pra corrigir:
    “Deus CRIA, o diabo espalha e eles por si se juntam”.
    Obrigado pelas a todos pelas belas lembranças.

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.