Escrever bem

“Oi Elton! Como tu também se interessa por jornalismo, envio abaixo um trecho muito interessante de um artigo que li, do Franklin Martins, sobre escrever bem. O texto na íntegra está no site dele (o link é http://www.franklinmartins.com.br/naestante_artigo.php?titulo=o-que-e-um-bom-texto-jornalistico).

Abaixo, um trecho que me chamou a atenção: “Um bom texto é fundamental no jornalismo. Jornalista que não escreve bem e não sabe usar as palavras é como o pintor que não sabe lidar com o pincel e as cores, ou a cozinheira que não tem intimidade com o fogão e os temperos, ou o jogador de futebol que não sabe usar os pés e dominar a bola. Ou seja, um bom texto é algo indispensável no jornalismo. Sem ele, não se pode exercer bem a profissão. Jornalista que não escreve bem, no máximo, é um profissional capenga. (…) A Cabala, um ramo místico do judaísmo, acreditava que cada uma das vinte e duas letras do alfabeto hebraico era um anjo. Assim, a palavra escrita nada mais seria do que uma determinada reunião de anjos, e um livro só nos emocionaria e nos diria algo se os anjos, reunidos de uma determinada forma, nos falassem através dele. O bom texto, portanto, seria fruto de uma mágica, de um milagre, enquanto, no mau texto, os anjos não se entenderiam, brigariam entre si. Por isso, não chegariam à alma do leitor.” Abraço

ROZANA ELLWANGER

9 thoughts on “Escrever bem

  1. Abe Sidney

    Como é oportuna a reunião de “bons textos”, que à semelhança dos anjos cabilísticos, tem a função, entre outras coisas, a de nos dizer o que precisamos ouvir!!

    O Franklin Martins diz aquilo que há eu gostaria de dizer e que não tenho, à mesma altura a sua autoridade, nem um público cativo quanto o que ele já conquistou, mas mesmo assim reafirmo o que ele disse:

    – Jornalista que não domina a arte de escrever é, no mínimo, um profissional com grave deficiência de formação e portanto, apto às avessas, a deformar, a complicar, a malversar, a distorcer a informação e a mal formar leitores!!

    E quanto ao Elton!?

    Bem, este bom moço já fez há muito tempo as “lições de casa” e segue produzindo um competente jornalismo (para não rasgar muito a seda, pois ele é modesto!)

    É isso.

  2. Diana

    Fico feliz por ver esse blog como um espaço tão esclarecedor.
    Li o texto e essas palavras me inspiraram bastante.

    Que tenhamos como exemplo!

  3. Tuta

    “A diferença entre a palavra certa e a palavra quase certa é a mesma entre um alfinete caindo no chão e um trovão”
    Mark Twain

  4. Rui

    Vai aí uma frase minha, já relatado no Blog do Pêra.
    É propícia pro momento.

    ‘Jornalista é como vinho, a capacidade se mede pelo tempo. Porém, se é ruim quando novo, serve apenas para vinagre ou sagu.’

    Excelente o texto, e que texto, do F. Martins.

    Vale a pena ler.

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